Indústria têxtil em Fortaleza: conheça um dos principais polos do país5 min read

No Brasil e no mundo, a indústria têxtil é mais do que essencial na vida das pessoas. As roupas são sinônimo de conforto e segurança na vida moderna, podendo determinar fatores diversos do indivíduo, que vão desde a classe social até o modo de agir e pensar.

O Nordeste é a segunda maior região brasileira em produção de tecidos. O Ceará é o grande destaque da região. Famoso pela produção de algodão, também tem chamado a atenção no ramo da moda, lançando tendências aliadas a novas tecnologias e formas sustentáveis.

Sua capital, Fortaleza, tem muito a mostrar. O polo de moda da José Avelino, por exemplo, o mais famoso da cidade, movimenta um grande capital, além de atrair pessoas de vários lugares e gerar muitos empregos.

Quer saber mais sobre a indústria têxtil em Fortaleza? Então, continue conosco! Neste post, você aprenderá tudo o que essa cidade tem a oferecer!

A história da indústria têxtil em Fortaleza

O Ceará teve seu início na indústria têxtil há muitos anos atrás, mais precisamente há cento e vinte anos. Graças à disponibilidade do algodão e o alto preço deste produto no mercado da época, a região passou a ser bastante explorada.

O desenvolvimento da indústria têxtil no Ceará passou por 4 fases. São elas:

  • primeira fase: Os pioneiros (1882 – 1900)

Quando a indústria têxtil era realizada em 4 etapas: fiação, tecelagem, acabamento e confecção. Lembrando que, por ser tudo muito recente na época, existiam produtoras que realizavam só uma ou duas dessas etapas. Também havia uma outra etapa intermediária: a engomadeira ou engomagem.

  • segunda fase: Os empreendedores (1900 – 1960);

O cultivo do algodão passou a se destacar como uma das mais importantes atividades econômicas e, com isso, começou a sua exportação e exploração pelos chamados “senhores do algodão” (os tais empreendedores, no caso).

  • terceira fase: Os modernos – Incentivos fiscais e transformações (1960 – 1980);

Os produtos passam a ser tarifados de forma sistêmica, envolvendo taxas e tarifas de acordo com a distância dos estabelecimentos.

  • quarta fase: A geração empresarial (1980 – em diante).

A atual geração, que encarou uma das principais crises na produção de matérias primas (a crise da década de 80), além dos equipamentos defasados, que só foram modernizados recentemente, ao longo dos anos 2000.

Desde o início da expansão da indústria têxtil no Ceará, a capital Fortaleza foi o ponto de maior participação, devido aos grandes portos da cidade e a concentração de pessoas e renda da sua região metropolitana. As poucas industrias que se instalaram nos municípios vizinhos vieram a se unir com a da capital em 1973, formando a União Industrial Têxtil S/A (Unitêxtil).

Até mesmo em termos fiscais Fortaleza tem destaque – o abatimento dos tributos é maior quanto mais longe da cidade for o estabelecimento. Enquanto uma cidade da Região metropolitana de Fortaleza recebe o incentivo por 10 anos, uma situada a 500 km recebe o incentivo por 15 anos.

Porém, o grande salto na produção têxtil se deu com a criação do Polo de moda da José Avelino, criado no início dos anos 1990. Composto por 32 empreendimentos, o comércio popular está localizado entre a Catedral Metropolitana e as Avenidas Alberto Nepomuceno e Pessoa Anta, o comércio garante, em média, renda a 100 mil pessoas, fazendo girar cerca de R$ 70 milhões/mês.

Os principais produtos desenvolvidos

As vestimentas são o produto mais famoso da indústria têxtil. Porém, há outros diversos, como os domésticos, os tecidos em geral e de aplicação técnica. Veja, abaixo, os principais produtos de cada uma dessas categorias:

Vestimentas

  • camisas;
  • calças;
  • vestidos;
  • roupas íntimas;
  • bermudas;
  • sapatos;
  • bolsas;
  • roupas de banho, entre outros.

Domésticos

  • roupas de cama;
  • cortinas;
  • tapetes;
  • sofás;
  • colchões;
  • almofadas etc.

Tecidos em geral

  • couro;
  • batista;
  • acrílico;
  • gaze;
  • feltro;
  • elastano;
  • damasco;
  • malha;
  • moletom;
  • lã;
  • poliéster;
  • penas;
  • oxford;
  • náilon;
  • renda;
  • tela;
  • tricô;
  • veludo;
  • voile, entre outros.

De aplicação técnica

  • cintos de segurança;
  • lonas;
  • airbags etc.

Esses são produtos clássicos e que dificilmente serão substituídos. A tendência é que, com as novas tecnologias e práticas de sustentabilidade, esses itens sejam melhorados. Por exemplo, a nanotecnologia permitirá a criação de roupas que regulam a temperara corporal e protejam da insalubridade.

A movimentação da economia

A fertilidade do Ceará com o insumo algodão foi o maior responsável pela integração do Nordeste na economia brasileira. Além do mais, como dito acima, o grande desenvolvimento da indústria têxtil em Fortaleza alavancou o capital, gerou empregos e atraiu pessoas de lugares diversos.

O crescimento econômico da indústria têxtil cearense pode ser bem representada em números: enquanto em 2018 o país recuava 4,5% em produção de insumo, o Ceará avançou 3% na cadeia de moda. Esse progresso é reflexo dos 610 milhões de peças confeccionadas no último ano pelo estudo, além das 183 mil toneladas de insumos recolhidas.

Tamanho crescimento tem origem na união entre governo, empresas e instituições de ensino, que viram na indústria têxtil um potencial para o desenvolvimento do estado. Os empresários cearenses, por sua vez, perceberam que deveriam investir em tecnologia e valor agregado, além de adaptar, no caso das confecções, os produtos ao estilo de corpo dos brasileiros.

A projeção da economia cearense para os próximos 5 anos é sair do quinto lugar em produções têxteis e confecções do país para um dos três primeiros, hoje ocupados por São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.

Portanto, Fortaleza é uma cidade com muito potencial para investimento têxtil dos empresários do ramo. Seja pelos insumos ou por toda a sua história na fabricação e confecção, vale a pena dar uma chance a essa capital com grandes perspectivas!