Conheça o mercado de confecções do agreste pernambucano5 min read

É no agreste de Pernambuco que está situado o maior mercado de confecções têxteis do Nordeste. A região tem um aglomerado de iniciativas comerciais e produtivas no ramo de confecções, com foco em malhas e roupas casuais.

Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama são as principais regiões localizadas no polo. As peças confeccionadas nesses municípios são comercializadas em todo o Brasil e no exterior.

Quer conhecer mais a respeito do mercado de confecções do Agreste Pernambuco? Então, continue a leitura!

Características do mercado de confecções do agreste pernambucano

Como já falamos, essa região tem o mercado de confecções bem desenvolvido. A seguir, veja como isso influencia a economia local!

Grande polo industrial

Os números do setor têxtil do agreste de Pernambuco são bem expressivos — mais de 800 milhões de peças de vestuário são elaboradas todos os anos, tanto para o mercado de confecções brasileiro quanto para o campo internacional.

A produção é tão ampla que o local já se tornou referência na região Nordeste. O polo pernambucano produz 44 vezes mais produtos do que o estado do Rio Grande do Norte, que já foi um dos grandes destaques do setor.

É importante destacar ainda que o Ceará também está adotando medidas para o crescimento e desenvolvimento do setor, com o objetivo de se tornar o terceiro maior produtor nacional.

Tudo isso foi possível por causa de um programa conhecido como Pró-Sertão, que firmou uma parceria entre os governos federal e estadual e grandes organizações. Assim, empresas foram motivadas a contratar os serviços de pequenas organizações da região.

Então, não foram somente as empresas maiores que colheram as vantagens do desenvolvimento, mas também os pequenos e médios empreendedores. Calcula-se que mais de 18 mil instituições têxteis estejam presentes nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Caruaru e Surubim.

Faturamento crescente

No final de 2017, o polo obteve um faturamento de R$ 3,5 bilhões. Além do mais, provavelmente existiu um crescimento significativo da economia, já que o setor local proporcionou emprego para mais de 120 mil pessoas.

Nesse contexto, o polo movimenta bilhões na região, pois a maior parte dos colaboradores gasta seu salário com o próprio vestuário, moradia e alimentação. Isso é uma verdadeira revolução financeira na região semiárida do país.

Por esse motivo, o fluxo de migração acaba se invertendo — se antigamente os nordestinos iam para a Região Sudeste à procura de boas oportunidades de emprego, hoje em dia elas se encontram no agreste de Pernambuco.

Na década de 90, quando o polo estava se firmando no mercado, houve um crescimento impressionante da população. A população de Santa Cruz de Capibaribe aumentou mais de 50%, enquanto Toritama teve um acréscimo de aproximadamente 46% no número de moradores. Em Caruaru, o aumento populacional foi de 19%

PIB estadual

Mesmo que a região apresente dificuldades em infraestrutura e escassez de água, foi um dos locais que mais se desenvolveu em Pernambuco entre os anos de 2004 e 2014, com uma taxa média de desenvolvimento de 5,2% ao ano. Na mesma época, o estado teve aumento médio anual de 4,1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) e a Região Metropolitana do Recife (RMR) um aumento de 3,9%.

O agreste foi o lugar que mais aumentou a participação no PIB estadual. Em 2004, a região representava cerca de 10% do PIB de Pernambuco, com uma produção anual de R$ 14 bilhões. Após 10 anos, o local passou a responder por mais de 15% da economia pernambucana, com uma produção de R$ 24, 3 bilhão.

A produção de bens e serviços do agreste aumentou mais de 60% em apenas uma década. Ainda no ano de 2014, Caruaru passou a representar 4% do PIB do Estado, mesmo com a estiagem prolongada, que entrou para a história como a maior seca dos últimos anos.

O progresso da economia do agreste não foi simples. Porém, as pessoas tiveram persistência, aproveitaram cada chance e perceberam que existia um mercado que precisava consumir. Muitos dos empreendimentos da região iniciaram em 1990 e foram se desenvolvendo junto à população das cidades próximas. O carro-chefe da economia do agreste é o setor têxtil. A região é uma das maiores áreas têxteis do Brasil.

Características do polo têxtil do agreste de Pernambuco

O agreste de Pernambuco é uma região com muitos diferenciais. Conheça uma pouco mais sobre os aspectos dessa importante localidade!

Investimento em qualidade

Além do aumento significativo de negócios na região, esse polo têxtil se destaca por realizar investimentos constantes na qualidade de suas mercadorias. Mais de 30 organizações do local farão aportes na obtenção do selo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), umas das mais respeitadas e consolidadas no país. Com esse investimento, o ramo de tecido no agreste de Pernambuco vai crescer de forma satisfatória e conquistar mercado.

Consciência social

Os negócios da região investem muito no desenvolvimento social e sustentável. A Secretária de Direitos Humanos de Pernambuco, juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem, criou uma indústria têxtil na parte interna de um presídio de Santa Cruz do Capibaribe.

Nesse local, os presidiários trabalham 40 horas semanais. Eles produzem mais de 4 mil peças de roupas femininas, as quais são comercializadas nas lojas regionais do polo. A iniciativa melhora a economia da região e oferece emprego e capacitação para os cidadãos mais vulneráveis.

Portanto, o agreste de Pernambuco desenvolve sua economia de maneira eficiente na região, oferece emprego para diversas pessoas e ajuda no crescimento local. Com isso, algumas feiras e eventos são realizados na região para potencializar os resultados do mercado de confecções e, além do mais, diversos investidores acabam decidindo montar sua indústria nessa área, visto que ela está em contante evolução.

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