Conheça a situação do Brasil no setor de fibras têxteis4 min read

A indústria têxtil brasileira é a mais completa do Ocidente, abrangendo uma variedade de indústrias desde a produção e beneficiamento de matéria-prima, desenvolvimento de maquinário tecnológico, até os desfiles de moda. Uma cadeia que, em 2018, atingiu um faturamento de US$ 48,3 bilhões, com 25,2 mil empresas empregando 1,5 milhão de profissionais diretamente.

Um dos principais segmentos têxteis é o de fibras. O segmento de fibras detém 88% do total exportado pelo setor têxtil. Há muitos tipos de tecidos e fibras no mundo da indústria têxtil, os quais possibilitam a criação de várias modelagens de roupas diferentes. Cada composição de tecidos apresenta características singulares que ajudam na hora de produzir determinada peça do vestuário.

Definição de fibras naturais, artificiais e sintéticas

As fibras, com propriedades que possibilitam sua transformação em fios, fazem parte do início do processo produtivo do setor têxtil. Elas podem ser naturais, artificiais ou sintéticas.

Fibras naturais são aquelas extraídas da natureza, podendo ser de origem animal, vegetal ou mineral. As mais utilizadas são o algodão, o linho, a lã e a seda.

Fibras artificiais, como a viscose e o liocel, são desenvolvidas a partir de fontes naturais, porém passando por laboratório.

E as fibras sintéticas são criadas pelo homem por meio de matéria-prima de produtos químicos, como da indústria petroquímica. Alguns exemplos de tecidos são poliéster, acrílico, poliamida e elastano.

Mercado das fibras têxteis no Brasil

A principal fibra têxtil do mundo é o algodão. Enquanto a China detém a posição de líder no cultivo, o Brasil também se destaca. De acordo com a Embrapa, a cotonicultura brasileira movimenta 20% do mercado mundial da pluma. O Brasil é o quarto país com a maior produção mundial, com 2,9 milhões de toneladas, atrás somente da Índia, China e Estados Unidos.

No entanto, apesar de ser um dos maiores produtores de têxteis, o Brasil não destina muito da sua produção ao mercado externo. O país ainda precisa melhorar bastante sua posição como exportador. Os principais destinos de exportações de produtos têxteis são Argentina, Estados Unidos, China, Paraguai e Argentina, enquanto a China é predominantemente o principal país de origem das importações.

Segundo a Abrafas, em 2019 foram importadas 18,4 mil toneladas de fibras artificiais e 488,7 mil toneladas de fibras sintéticas. Por sua vez, a exportação foi de 4,8 mil toneladas de fibras artificiais e 16,3 mil toneladas de fibras sintéticas. Um total de 507 mil toneladas de fibras importadas e 21 mil exportadas.

Em relação à cotonicultura, a balança é mais positiva. A temporada de 2019/20, que vai de julho de 2019 a junho de 2020, registrou a exportação de 1,9 milhão de toneladas de algodão, gerando uma receita de mais de US$ 3 bilhões.

Enquanto a exportação de algodão na temporada 2019/20 foi de 1,9 milhão de toneladas, a importação registrou uma de suas menores marcas, com pouco mais de mil toneladas. Outro destaque positivo é a posição de sustentabilidade alcançado pela cotonicultura brasileira, fazendo do Brasil o maior fornecedor de algodão sustentável do mundo.

Desafios para o segmento de fibras têxteis no Brasil

No mundo todo, devido aos custos e menor necessidade de espaço para ampliação da produção, a tendência é que as fibras sejam cada vez mais utilizadas, principalmente as sintéticas. No entanto, a indústria brasileira sofre com uma forte competição dos produtos asiáticos, mesmo no mercado nacional.

Para contornar a concorrência, a nossa cadeia produtiva tem investido mais em produtos de maior valor agregado. Precisamos ainda contornar alguns desafios, como uma cadeia pouco integrada, com vários gargalos. Isso aumenta bastante o valor do produto e a possibilidade de expansão da produção.

Após ultrapassar a Índia e se estabelecer como o segundo maior exportador de algodão, atrás dos Estados Unidos, o desafio da cotonicultura brasileira é aumentar sua participação no mercado asiático, onde estão as maiores indústrias da pluma. Na temporada 2019/20, os maiores importadores do algodão brasileiro foram a China e o Vietnã.

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