Saiba como se deu a evolução da indústria têxtil desde o princípio6 min read

evolução da indústria têxtil foi de grande representatividade na sociedade ao longo dos anos. Não é à toa que esse ainda é um dos nichos mais lucrativos da economia mundial e teve muita influência na organização social, principalmente ocidental.

Na escola, quando aprendemos sobre a história do mundo, vemos a relevância da indústria têxtil, desde o século XVIII, mas não damos ênfase no impacto que ela teve nos meios de trabalho, na representatividade das mulheres, nas lutas por direitos sociais, entre muitos outros fatos.

Neste post, vamos apresentar a evolução da indústria têxtil desde o seu início, na primeira revolução industrial, e vamos mostrar a importância que ela tem na sociedade. Acompanhe e descubra!

A evolução da indústria têxtil no decorrer dos anos

O manuseio de fios e confecção de roupas se consolidou como uma verdadeira indústria em meados do século XVIII, com a evolução e desenvolvimento de tecnologias que permitiam a produção em massa. A partir disso, o cenário têxtil sofreu várias alterações, até chegar ao que conhecemos hoje. A seguir, entenda como se deu esse processo.

Revolução industrial

A primeira revolução industrial aconteceu na Inglaterra, por volta de 1760. Nesse momento, foi quando se iniciou o uso de máquinas para a confecção de produtos e a área têxtil, que antes era dominada por artesãos. Após passar por consideráveis mudanças, se tornou o setor de maior lucro para o país.

Diante desse contexto, homens, mulheres e crianças passaram a buscar por novos empregos na área urbana do país, fenômeno conhecido como êxodo rural. Em troca de seu trabalho, recebiam uma pequena quantia em dinheiro e assim o capitalismo começou a se difundir.

Como a Inglaterra é localizada em uma área privilegiada, com acesso a diversas terras por meio do mar, o país se tornou um exportador têxtil. Por isso, máquinas de tear automatizadas eram usadas para a produção de peças de algodão e lã, matérias-primas de abundância na região.

Exploração das mulheres

A indústria têxtil foi um dos setores onde diversas mulheres buscaram o seu sustento e o de sua família. Pessoas do sexo feminino e crianças tinham a preferência para o manejo de teares mecânicos, justamente por terem as mãos pequenas e conseguirem alcançar locais de pouco espaço.

Com longas jornadas de trabalho, péssimas condições de vida e salários extremamente menores que os homens, além de lesões frequentes devido às tarefas no trabalho, as mulheres fizeram parte do público mais explorado durante o processo de evolução da indústria têxtil.

Indústria inglesa do algodão

Até então, o país conhecido pela exportação de algodão e produtos derivados desse material era a Índia. Com o desenvolvimento das tecnologias usadas no segmento têxtil, a Inglaterra passou a dominar esse mercado.

Nessa época, o algodão começou a ser usado não apenas para artigos domésticos, mas para a confecção de roupas, atendendo também às demandas da alta sociedade. Para diversificar os produtos e aumentar a procura, foram desenvolvidos novos mecanismos para estampar os itens e, assim, atribuir mais valor a eles.

Tecelagem da seda

Outro material que a indústria inglesa aproveitou para aumentar a sua lucratividade foi a seda. Em pouco tempo, o país se tornou um dos mais importantes produtores desse nobre tecido. Esse tipo de produção requeria mais qualificação e um trabalho ainda mais intenso, por isso, tecelões de outros níveis sociais também prestavam o seu serviço na área.

Manufaturas das roupas

Desse modo, a manufatura das roupas, nos séculos XVIII e XIX, desenvolveu-se a partir do artesanato, onde se produzia peças mais delicadas, personalizadas e elegantes, e da superprodução industrial, no qual eram feitos modelos padronizados e em grande escala.

Isso se deu graças aos avanços tecnológicos da época, que permitiu a substituição do uso das mãos por máquinas mais rápidas e eficientes, o que reduzia o tempo de produção e aumentava a quantidade de peças fabricadas. Além disso, nas indústrias não era necessária a qualificação para o trabalho, característica que atraiu muitas pessoas, ainda que os salários fossem extremamente baixos e as condições de vida pouco satisfatórias.

Loja do alfaiate

Ainda assim, os artesãos independentes não deixaram de existir. Como tinham experiência e mão de obra qualificada, pequenos comércios passaram a surgir com o nome de alfaiates. Nessas lojas, geralmente, quem trabalhava era a família e alguns poucos aprendizes. Além disso, localizavam-se em zonas de prestígio na cidade, a fim de atrair uma clientela mais fiel. Nessa época, trabalhadores de origem judaica foram os que mais se destacaram no setor.

Greves

Diante dos problemas encontrados no trabalho dentro das fábricas, houve inúmeras greves em busca de melhores condições e dignidade. Com isso, surgiram grupos feministas que atuaram na luta contra a exploração da mulher e da criança.

Assim como diversos outros trabalhadores também se movimentaram em outros países, a fim de reclamarem por jornadas de trabalho mais curtas e remuneração suficiente para atender às necessidades básicas da família.

Mudanças de hábitos

A indústria têxtil não teve influência apenas no processo de produção dentro das fábricas, mas no comportamento dos seus consumidores. Isso gerou novos hábitos da sociedade em relação ao modo como se vestia. Assim, a moda pôde se desenvolver bastante no século XX e atingir também as pessoas da classe média, principalmente nos Estados Unidos.

Desse modo, surgiram novos estilos de roupa masculina, bem como a moda elegante entre as mulheres passou a se difundir. Ao longo das décadas, a acessibilidade da produção de roupa barata permitia a criação de um mercado voltado para outras faixas etárias, como os jovens.

Isso se desenvolveu a ponto de que, por volta de 1965, aproximadamente metade das roupas fabricadas eram voltadas para o público de idade entre 15 e 19 anos. Foi assim que o mercado de produção em massa dominou o ramo da moda e se espalhou por todo o mundo.

Reformulações nas estruturas de trabalho

A globalização e o mercado da moda fizeram com que novas exigências surgissem por parte dos trabalhadores. Desse modo, foi necessária a busca pela modernização dos processos industriais, de modo que a tecnologia computadorizada começou a ser incorporada, assim como outros mecanismos, por exemplo, o corte a laser, máquinas de bordar que se assemelhavam ao trabalho feito à mão, nanotecnologia, técnicas de estamparia, entre outros.

O fato é que a evolução da indústria têxtil foi um marco histórico e contribuiu muito para o surgimento de novos padrões econômicos, como o capitalismo e novos meios de produção que inspiraram outras áreas industriais, como o fordismo.

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